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Caves e Networked Caves

28 de Outubro de 2013, 22:24 , por Carla Rocha - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Licenciado sob CC (by)

Poeticamente, a geração de ambientes sintéticos para interações e imersões nos leva a criar “memescapes”, ou paisagens artificiais já não mais feitas de terra, mas de unidades de memória, que oferecem informações numéricas como espaços virtuais poéticos que podem ser compartilhados em imagens e sons nas instalações ou em ambientes imersivos de Pocket Caves ou ainda em conexões on line de networked Caves. Este último tipo de interatividade “interatividade bidimensional”, entre ambientes virtuais, em uma estrutura de comunicação multilocal. é um dos aspectos novos do projeto, ao lado das qualidades dos ambientes imersivos que oferecem também, estereoscopia e propriocepção. Pensa-se que as interações nos possibilitam ganhar poderes antes não existentes no que se refere ao tecnoecocosmos, conferindo capacidades de sentir ampliadas pelas tecnologias numéricas. No caso dos projetos em rede, há toda uma dimensão planetária para o corpo e suas ações, conectando remotamente pessoas que residem em lugares diferentes, e, no caso das conexões com outras Caves e/ou Networked Caves, há a possibilidade de realizar uma reunião em espaços virtuais, como um multi-local da Cave ou seja no ambiente de multi-usuário, utilizando Caves espalhadas pelo mundo, com especial interesse no território físico latinoamericano.

Desenvolvemos ambientes com interfaces computacionais, computação gráfica e visualização, bem como para sistemas interativos on line, e ainda em Networked Caves. Nossos projetos poéticos propõem a expansão do campo de percepção pela interatividade, imersão e teleimersão, propriocepção, esteroscopia, hiperconexões e auto-regenerações em ambientes de realidade virtual. Dois projetos estão in progress, já com resultados obtidos e publicados, mas que vêm sendo sempre objeto de recriação conforme o tipo de interatividade proposta e seguindo diferentes projetos poéticos atualmente com qualidade imersivas: OUROBOROS e OUR HEART agora expandido para HEARTscapes voltados às relações humano / interface/tecnologias e a relação com rituais e antigas culturas. Interagir nesses ambientes remete ao desejo milenar do ser humano de, a partir de rituais, ganhar poderes especiais. O corpo biologicamente interfaceado através de óculos, emissores e trackers para visão estereoscópica e captura de movimento, usando sensores magnéticos, de calor, de ondas sonoras, de batimentos cardíacos, substitui de alguma forma as pinturas sobre o corpo, máscaras, artefatos de pena, maracas ou outros artifícios usados pelos participantes de rituais não tecnologizados. As pessoas usando interfaces ganham poderes xamânicos, porque os dispositivos tornam possível entrar em mundos virtuais paralelos e permitem tipo de comunicação com o "além" de dados que são “materializados” pelas ações do corpo no mundo real. Experiências sensoriais reproduzindo estes mundos virtuais são ontologicamente equivalentes a mundos reais. Nós podemos exceder a condição humana e agimos no campo dos fenômenos, experimentando forças invisíveis, simulando comportamentos de organismos. Estamos em uma condição de trânsito, entre o transe e algoritmo. Pela imersão em HEARTscapes as pessoas podem se comunicar no interior de uma paisagem de coração simulada. OUROBOROS é relacionado a rituais brasileiros e o desejo de incorporar animais recebendo seus poderes, e estimula momentos de vida em algum nível de sonho e imaginação. Nossa cibercepção alcança outro nível do ser: aquele do réptil. Essas produções em suas versões recentes estão sendo incorporadas às tecnologias de Caves e de networked Caves.

 

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